O candidato do Novo ao governo do Distrito Federal, Kiko Caputo, adotou tom crítico à gestão dos serviços públicos do DF durante o debate promovido pelo Correio Braziliense, na terça-feira (1º). Ao longo do encontro, ele questionou a aplicação dos recursos destinados à saúde, criticou o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) e comparou os serviços públicos do DF com os de Goiás.

Caputo afirmou que o Distrito Federal destina mais de R$ 13 bilhões por ano ao setor, mas que o volume de recursos não estaria sendo convertido em atendimento adequado à população. “Nós sabemos que não falta dinheiro aqui no Distrito Federal. O que está faltando é vergonha na cara de quem o administra. Na saúde, nós temos mais de 13 bilhões por ano e a gente não vê esse dinheiro revertido para a população”, afirmou.

O candidato também citou casos de pessoas que, segundo ele, morreram sem conseguir atendimento em unidades de saúde. Caputo direcionou críticas ao Iges-DF, responsável pela administração de unidades da rede pública.

Durante o debate, ele classificou o instituto como um “grande cabide de empregos” e afirmou que a estrutura teria se transformado em um “antro de corrupção”.

Caputo compara DF e Goiás

Ao responder a questionamentos sobre a situação do Distrito Federal, Caputo também fez elogios aos serviços públicos de Goiás e comparou os dois estados nas áreas de saúde, educação e segurança.

Segundo o candidato, durante anos Goiás enfrentou pressão sobre o sistema de saúde porque moradores buscavam atendimento no Distrito Federal. Na avaliação dele, o cenário teria mudado nos últimos anos, com uma melhora dos serviços públicos goianos.

A comparação foi usada por Caputo para defender mudanças na gestão do Distrito Federal e questionar a eficiência da aplicação dos recursos públicos. Ele citou também a melhora considerável na educação, onde Goiás, vem ocupando o posto principal da educação de qualidade no ranking nacional, enquanto a Capital Federal ficou em último lugar, de acordo com os dados do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).

Segurança pública

Caputo também criticou uma proposta apresentada por Ricardo Cappelli (PSB) relacionada à retomada do modelo de policiamento conhecido como “Cosme e Damião” na Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

A modalidade tradicional de policiamento ostensivo era realizada por dois policiais militares que percorriam as ruas a pé, principalmente em áreas residenciais, comerciais e de grande circulação.

Para Caputo, a segurança pública precisa priorizar investimentos em tecnologia, em vez de concentrar esforços na retomada de modelos antigos. “Não podemos só olhar para o passado, como trazer o Cosme e Damião [de volta]. Precisamos investir em tecnologia, principalmente na PM”.