A defesa do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, afirmou que recebeu com tranquilidade a decisão que autorizou a quebra de seus sigilos bancário e fiscal. Em nota, o advogado declarou que o empresário não cometeu irregularidades e reforçou: “Estamos absolutamente tranquilos quanto ao resultado da quebra, pois ele não teve nenhuma participação nas fraudes do INSS e não cometeu nenhum crime”. A defesa também informou que ele sempre esteve à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

Além disso, o advogado comunicou que apresentou um pedido ao Supremo Tribunal Federal para ter acesso à decisão que autorizou a medida. A quebra de sigilo foi determinada pelo ministro André Mendonça, após solicitação da Polícia Federal, e o processo está sob sigilo.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga possíveis irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social também aprovou a quebra dos sigilos do empresário. O pedido foi apresentado pelo relator, o deputado Alfredo Gaspar, e votado em sessão realizada na Câmara dos Deputados do Brasil.

Após a votação, houve discussão entre parlamentares, com troca de acusações e interrupção temporária da sessão. Parlamentares aliados ao governo procuraram o presidente do Senado Federal do Brasil, Davi Alcolumbre, solicitando a revisão da decisão, sob o argumento de que o empresário não é investigado formalmente.

A votação ocorreu pelo método visual, com contagem feita pelo presidente da comissão. A comissão apura suspeitas de irregularidades no pagamento de benefícios previdenciários e tem prazo para apresentar um relatório final.

Durante as investigações, o nome do empresário foi citado em uma fase da Operação Sem Desconto. Segundo o requerimento aprovado, a empresária Roberta Luchsinger é apontada como parte importante do grupo investigado, que teria ligação com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Mensagens analisadas pela investigação mencionam um pagamento de R$ 300 mil que poderia ter relação indireta com o empresário, segundo os investigadores. O documento também aponta que a empresa RL Consultoria recebeu R$ 1,5 milhão da Brasília Consultoria, indicada como empresa ligada ao grupo investigado.

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva reafirmou que ele não tem envolvimento com as irregularidades investigadas e que pretende colaborar com as autoridades para esclarecer os fatos.