A experiência de enfrentar um câncer de mama mudou a forma como Joscilene do Mangão, candidata a deputada estadual em Goiás, enxerga os desafios relacionados à saúde da mulher. Em um relato publicado nas redes sociais, ela relembrou o diagnóstico e afirmou que o período de tratamento reforçou uma preocupação que já fazia parte de sua trajetória.

Durante o tratamento, Joscilene contou que tinha plano de saúde e, por isso, conseguiu acesso a consultas, exames e acompanhamento médico com maior facilidade. A experiência, segundo ela, também fez com que passasse a observar de maneira mais próxima as dificuldades enfrentadas por mulheres que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS). “Quando a gente passa por uma situação dessas, percebe ainda mais o quanto é importante garantir que nenhuma mulher fique sem atendimento, sem diagnóstico e sem tratamento por falta de acesso”, afirmou.

A partir da própria experiência, a candidata passou a defender a ampliação de políticas públicas voltadas à saúde feminina. Entre as prioridades citadas estão o acesso a consultas e exames, a realização do diagnóstico em tempo adequado e a continuidade do atendimento durante o tratamento e o acompanhamento médico.

Para Joscilene, as diferenças entre quem pode recorrer à rede privada e quem depende dos serviços públicos evidenciam a necessidade de ampliar o acesso à assistência. Na avaliação da candidata, o atendimento precisa ocorrer de forma preventiva e garantir que as mulheres tenham condições de investigar possíveis problemas de saúde antes que eles se agravem.

O câncer de mama também fez com que ela passasse a enxergar a questão para além da própria história. O episódio, segundo Joscilene, aprofundou uma pauta que pretende levar para o debate político e que envolve mulheres que enfrentam dificuldades para conseguir consultas, exames e tratamento.

Na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Goiás, pelo Agir, Joscilene do Mangão afirma que pretende colocar a saúde da mulher entre as pautas de seu mandato, caso seja eleita. A proposta envolve ampliar o acesso ao cuidado, ao diagnóstico e ao tratamento e discutir políticas públicas voltadas às diferentes necessidades da população feminina.