Celino da Saúde vence disputa e tira base do prefeito do comando da Câmara de Padre Bernardo
24 outubro 2026 às 15h38

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A eleição da nova Mesa Diretora da Câmara Municipal de Padre Bernardo, no Entorno do Distrito Federal, foi marcada por tensão, suspensão temporária da sessão e uma reviravolta política. A votação terminou com a vitória do vereador Celino da Saúde (PDT), representante da oposição à atual gestão municipal, que assumirá a presidência do Legislativo em 1º de janeiro de 2027.
Celino derrotou Joaquim Canta (PL), que buscava a reeleição e era apontado como candidato da base aliada ao prefeito. O resultado surpreendeu parte dos parlamentares e alterou a correlação de forças dentro da Câmara para o próximo biênio.
Antes da votação, aliados do prefeito trabalhavam para formar uma chapa única. Entretanto, rumores sobre possíveis mudanças de posicionamento entre integrantes do próprio grupo já circulavam nos bastidores. O clima ficou tenso durante a sessão, que teve tumulto, o afastamento temporário de um vereador após passar mal e a suspensão dos trabalhos, posteriormente retomados.
Após o resultado, Joaquim Canta comentou a derrota e atribuiu o desfecho ao excesso de confiança. Sem citar nomes, o vereador afirmou ter sido vítima de “traição” e classificou a atitude de um colega como “trairagem e covardia”.
O parlamentar também agradeceu aos vereadores que permaneceram ao seu lado e declarou que continuará exercendo o mandato, mantendo sua atuação no Legislativo municipal.
Disputa repete cenário de eleição anterior
O resultado remete à eleição da Mesa Diretora para 2025, quando Joaquim Canta venceu a disputa contra a vereadora Emília do Monte Alto, que era apontada como o nome escolhido pela gestão municipal.
Desta vez, o cenário se inverteu. Joaquim, que contava com o apoio da base governista, não conseguiu garantir a permanência na presidência, enquanto Celino da Saúde conquistou os votos necessários para assumir o comando da Câmara.
Com a vitória, a oposição passa a ocupar a presidência do Legislativo municipal a partir de janeiro de 2027, em um movimento que pode influenciar as relações políticas entre os vereadores e o Executivo ao longo do próximo biênio.
