Empréstimo bilionário para socorrer BRB enfrenta resistência na CLDF e votação é adiada
03 junho 2026 às 10h11

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O Governo do Distrito Federal (GDF) encontrou dificuldades para avançar na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) com o projeto de lei que autoriza a contratação de um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões para reforçar o caixa do Banco de Brasília (BRB). A proposta, enviada pelo Executivo nesta terça-feira (2), não chegou a ser votada após a falta de quórum em plenário e a resistência de parte da base governista e da oposição.
O texto encaminhado pelo governo ratifica o acordo firmado entre o GDF, o BRB, a União e o Supremo Tribunal Federal (STF), que prevê a obtenção dos recursos junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O objetivo é fortalecer a situação financeira da instituição bancária após os impactos provocados pelas operações envolvendo o Banco Master.
Na tentativa de garantir a aprovação da proposta, o secretário de Economia do DF, Valdivino de Oliveira, participou de reuniões com líderes partidários na CLDF. Apesar do esforço do governo, parlamentares demonstraram preocupação com o alcance da medida, os riscos para as contas públicas e as garantias oferecidas pelo Distrito Federal na operação.
Durante a sessão, deputados da oposição criticaram o projeto e cobraram mais transparência sobre os termos do empréstimo. Parlamentares argumentaram que a Câmara precisa analisar detalhadamente os impactos financeiros antes de autorizar uma operação de crédito desse porte.
O empréstimo faz parte da estratégia do governo para garantir a capitalização do BRB e atender às exigências regulatórias do sistema financeiro. O acordo prevê que o Distrito Federal ofereça garantias para viabilizar a operação junto ao FGC, permitindo que o banco tenha acesso aos recursos necessários para recompor seu patrimônio.
Sem o número mínimo de deputados presentes em plenário, a votação foi adiada e deverá voltar à pauta nos próximos dias. A expectativa do Palácio do Buriti é construir um consenso entre os parlamentares para aprovar a proposta considerada estratégica para o futuro do BRB.
A discussão ocorre em meio ao debate sobre os impactos financeiros da crise envolvendo o Banco Master e o papel do governo na recuperação do banco público do Distrito Federal. O valor de R$ 6,6 bilhões é apontado pelo Executivo como essencial para garantir a estabilidade da instituição e preservar suas operações.
