O Cine Brasília corre o risco de interromper as atividades caso o Governo do Distrito Federal (GDF) não regularize o repasse de recursos destinados à gestão da sala de cinema. O atraso foi discutido durante reunião do Conselho Consultivo do Cine Brasília, realizada na terça-feira (30).

Desde maio de 2024, o equipamento cultural é administrado em regime de gestão compartilhada pela Organização da Sociedade Civil (OSC) Box Cultural, por meio de contrato firmado com a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec). O acordo prevê o pagamento de seis parcelas de R$ 1 milhão ao longo de três anos.

A quinta parcela, com vencimento previsto para 23 de maio, ainda não foi repassada. Segundo a administração do Cine Brasília, caso o depósito não seja efetuado nas próximas semanas, as atividades poderão ser suspensas por falta de recursos para custear a operação.

Em nota, a Secec informou que autorizou, em caráter excepcional, o uso de recursos da própria arrecadação do Cine Brasília para garantir o funcionamento da unidade até o fim de julho. A medida também permite o uso temporário de valores que seriam destinados à compra de um novo projetor.

De acordo com a secretaria, o processo para pagamento da parcela em atraso já foi encaminhado e está em tramitação financeira no âmbito do Governo do Distrito Federal. A pasta, no entanto, não informou uma data para a liberação dos recursos.

Enquanto o repasse não é concluído, a gestão do cinema afirma que a manutenção das atividades depende dessas medidas emergenciais.

Para representantes do setor audiovisual, a demora provoca insegurança. “Sempre que acontece esse tipo de atraso, gera uma onda de incertezas pela cidade, o que não é bom para ninguém”, afirmou Thiago Aragão, diretor da Associação de Produtoras Independentes do Audiovisual Brasileiro.

Pelo cronograma do contrato, a sexta e última parcela de R$ 1 milhão deve ser paga até 23 de novembro deste ano.