A Polícia Federal prendeu preventivamente, na manhã desta sexta-feira (2), Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para Assuntos Internacionais. A prisão aconteceu em Ponta Grossa, no Paraná, e ele foi encaminhado para a Cadeia Pública Hildebrando de Souza.

A detenção foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão ocorreu após o magistrado entender que houve descumprimento de medidas cautelares impostas ao ex-assessor.

No dia 30 de dezembro, o ministro determinou que a defesa de Martins explicasse, em até 24 horas, o uso da rede social LinkedIn. Os advogados afirmaram que ele não utilizou a plataforma e alegaram que os perfis são administrados exclusivamente pela defesa.

Na decisão que fundamentou a prisão, Moraes afirmou que houve violação das medidas judiciais, destacando que a própria defesa reconheceu a utilização da rede social. O ministro também considerou que não há justificativa válida para o uso das redes, mesmo com a alegação de que seria para organização de informações da defesa.

Segundo o STF, o comportamento do ex-assessor demonstra desrespeito às normas impostas e às instituições democráticas ao descumprir determinações judiciais.

Filipe Martins foi condenado, no mês passado, a 21 anos de prisão por participação na trama golpista após as eleições de 2022. Desde o último sábado (27), ele cumpria prisão domiciliar.