Gabriela Freire questiona postura de Celina com mulheres e cobra políticas para mães atípicas
22 setembro 2026 às 17h30

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A candidata a deputada distrital Gabriela Freire (Avante) questionou a postura da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), em relação a se vitimizar e a não ter políticas públicas dedicadas às mulheres e defendeu a ampliação das políticas públicas destinadas às mães atípicas e às pessoas neurodivergentes adultas. As declarações foram dadas durante entrevista ao Jornal Opção Brasília/Entorno, sobre a assistência oferecida a essas famílias no DF, diante de relatos de dificuldades no acesso à saúde, inclusão profissional, qualidade de vida, atividades sociais e transporte público.
Gabriela afirmou que parte das políticas existentes ainda concentra o atendimento nas crianças, deixando uma lacuna quando pessoas neurodivergentes chegam à vida adulta.
A candidata citou casos apresentados à reportagem, como o de Samara e de outro jovem entrevistado, para argumentar que o suporte precisa acompanhar essas pessoas ao longo da vida. “Algumas políticas de governo têm, mas só para crianças. Então, para adultos como a Samara, e um outro rapaz que são adultas são desassistidas no atendimento, na saúde, bem-estar, qualidade de vida, inserção no mercado de trabalho, inserção em atividades sociais”, afirmou.
A candidata afirmou ainda que pretende levar o tema para sua atuação política caso seja eleita para a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). “Eu me comprometo a ter esse olhar, dizer que isso é uma pauta da nossa caminhada, do nosso projeto e construção política, para que a gente consiga dar esse olhar, não só para as crianças, mas para todas as mães que têm necessidades, para todas as mães que carregam seus filhos sozinhas, para todas as mães atípicas do nosso Distrito Federal”, declarou.
Gabriela questiona postura de Celina
A entrevista também abordou a atuação do atual governo em relação às mulheres e a maneira como Celina Leão tem reagido às críticas durante a campanha eleitoral. Inicialmente, Gabriela afirmou que prefere não conduzir sua campanha com ataques pessoais. “Eu vou deixar uma dúvida aqui no ar, porque eu não faço uma política de ataque. Minha política é de acolhimento e eu vou continuar fazendo essa construção sempre”, disse.
Na sequência, entretanto, a candidata criticou a postura da governadora em relação a outra mulher, a candidata Paula Belmonte. Gabriela mencionou um episódio envolvendo uma candidata que perdeu um filho em um acidente doméstico.
Para Gabriela, a situação entra em contradição com o discurso de defesa das mulheres apresentado por Celina. “Eu estava presente no debate e tive o desprazer de ver a governadora atacando outra mulher, uma candidata, com um filho que faleceu dentro de casa num acidente doméstico”, afirmou e emendou: “Eu jamais, como mulher, atacaria outra mulher usando uma criança”, declarou.
Ao aprofundar as críticas, Gabriela afirmou que considera necessário avaliar o posicionamento de Celina não apenas pelas declarações públicas, mas também pelas políticas oferecidas às mulheres no Distrito Federal.
Segundo a candidata do Avante, a maneira como a governadora reage às críticas recebidas durante a campanha acaba desviando, na avaliação dela, o debate sobre a atuação administrativa. “Quando se volta o discurso para a vitimização, para essa autocomiseração, ela está só escondendo que ela não está conseguindo fazer políticas públicas voltadas para a nossa população”, completou Gabriela.
