Professores do DF mantêm paralisação nesta quarta-feira; aulas serão suspensas na rede pública
20 outubro 2026 às 09h50

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Os professores da rede pública do Distrito Federal mantêm a paralisação prevista para esta quarta-feira (21). O Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF) convocou a categoria para um ato às 9h, na Praça do Buriti. Segundo a entidade, a mobilização deve atingir toda a rede pública, com suspensão das aulas durante o dia.
O movimento ocorre em meio a críticas à condução da política educacional do governo da governadora Celina Leão (PP) e à gestão do secretário de Educação, Thiago Peixoto. A categoria reivindica maior participação nas decisões das escolas, respeito à autonomia pedagógica e retomada das negociações com o governo.
A paralisação foi mantida mesmo após Celina Leão pedir que o sindicato reconsiderasse a data do protesto, marcado quatro dias antes do segundo turno das eleições, previsto para 25 de outubro. Em manifestação divulgada na segunda-feira (19), o diretor do Sinpro-DF, Samuel Fernandes, afirmou que a entidade não pretende adiar o ato.
Entre as principais reivindicações dos professores estão o fim de medidas que o sindicato classifica como autoritárias e a revisão de mudanças no calendário escolar, no planejamento pedagógico e nos projetos político-pedagógicos das unidades de ensino.
O Sinpro-DF também critica a adoção de cronogramas e materiais que, segundo a entidade, não foram construídos com a participação das comunidades escolares. O sindicato afirma que as medidas comprometem a gestão democrática e a autonomia dos profissionais da educação.
Outra reclamação é a falta de diálogo com a Secretaria de Educação. De acordo com o sindicato, a mesa de negociação está esvaziada há mais de 20 dias, com pautas consideradas prioritárias ainda sem solução, como o calendário escolar de 2027 e o concurso de remanejamento de professores.
Superlotação e falta de estrutura estão entre as reclamações
O sindicato aponta problemas estruturais na rede pública, incluindo salas de aula superlotadas, falta de condições adequadas de trabalho, dificuldades no sistema Educa-DF e adoecimento dos profissionais.
As reivindicações também envolvem melhorias na Educação Especial e Inclusiva e na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Para a entidade, a melhoria dos indicadores educacionais depende de investimentos, valorização dos servidores e enfrentamento dos problemas estruturais das escolas.
O Sinpro-DF afirma ainda que as medidas adotadas pelo governo para melhorar os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) não substituem a necessidade de investimentos e de participação dos profissionais nas decisões pedagógicas.
O governo do Distrito Federal afirma que a participação na paralisação é facultativa e cobra a reposição das aulas que eventualmente deixarem de ser ministradas.
Com a mobilização, o sindicato pretende pressionar o Executivo local a rever medidas na área da educação e retomar as negociações com a categoria.
