Descaso na saúde do DF: idoso cai no chão de UPA enquanto pacientes aguardam atendimento, diz testemunha
11 outubro 2026 às 11h45

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Um idoso de 70 anos caiu de uma cadeira de rodas e permaneceu no chão enquanto uma mulher que o acompanhava procurava ajuda na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Núcleo Bandeirante, no Distrito Federal. A situação foi presenciada pela empresária Danielle Xavier, de 43 anos, que denunciou ao Jornal Opção Brasília/Entorno, neste sábado (10), as condições de atendimento na unidade.
Danielle não tinha qualquer vínculo com o idoso. Ela estava na UPA acompanhando o próprio marido, que havia apresentado um mal-estar, quando presenciou a queda e outras situações que, segundo ela, revelam a vulnerabilidade dos pacientes à espera de assistência. “Este senhor estava na cadeira de rodas, daí ele, do nada, caiu no chão com dor. Uma idosa que o acompanha simplesmente saiu atrás de alguém, mas o enfermeiro demorou para dar assistência”, relatou.

Segundo a empresária, além do episódio envolvendo o idoso, havia pessoas de idade em situação de vulnerabilidade, mulheres com crianças pequenas e camas posicionadas na recepção da unidade.
O relato levanta questionamentos sobre as condições de acolhimento e a capacidade de resposta da equipe diante de situações que exigem atenção imediata.
Danielle contou que chegou à UPA com o marido às 12h. Após aproximadamente 30 minutos, eles passaram pela classificação de risco, mas a consulta médica ocorreu somente por volta das 14h30.
Depois do atendimento, o casal continuou aguardando os resultados dos exames solicitados. “Esperamos uns 30 minutos para a triagem. Depois, por volta das 15h, fomos para o médico. Daí estamos até agora esperando o resultado dos exames, que demoram até duas horas para sair”, afirmou.
Embora o tempo de espera dependa da classificação de risco e da gravidade de cada caso, a denúncia chama atenção para as condições enfrentadas por pacientes e acompanhantes durante a permanência na unidade.
Outra situação que chamou a atenção da empresária foi a de uma mulher que aguardava atendimento acompanhada apenas do filho pequeno. Segundo Danielle, a mãe demonstrava medo de passar mal e não ter quem cuidasse da criança. “Tem uma moça aqui com o filhinho dela, sozinhos. Deve ter chamado alguém da família, mas o medo dela de desmaiar e ele ficar sozinho é tudo muito triste”, contou.
Para a empresária, as cenas presenciadas na UPA revelam a insegurança de quem procura atendimento médico e precisa permanecer por horas na unidade.
O Jornal Opção Brasília/Entorno mantém espaço aberto para manifestação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal e do IgesDF, responsável pela gestão das UPAs, sobre as condições de atendimento denunciadas, a queda do paciente e a estrutura da unidade do Núcleo Bandeirante.
