Esta semana o Jornal Opção Brasília /Entorno noticiou manifestação de moradores contra o forte odor e possível crime ambiental causado pela empresa. Diante disso, O Ministério Público de Goiás (MPGO) foi procurado e informou que está na fase final de análise de um inquérito que apura denúncias de forte odor e possível poluição atmosférica relacionados às atividades da Nutriforte Nutrição Animal Ltda., em Santo Antônio do Descoberto, no Entorno do Distrito Federal. Após novas reclamações de moradores ao longo de 2026, a 2ª Promotoria de Justiça da cidade solicitou fiscalizações no empreendimento, inclusive durante a noite e sem agendamento, e agora trabalha na elaboração de uma Ação Civil Pública para buscar medidas judiciais de proteção ao meio ambiente e à população.

Segundo a 2ª Promotoria de Justiça de Santo Antônio do Descoberto, um Inquérito Civil está em andamento para investigar tanto a emissão recorrente de odor quanto a possibilidade de poluição atmosférica decorrente das atividades da empresa.

A investigação não começou em 2026. De acordo com o Ministério Público, a Nutriforte apresentou, em 2025, documentação técnica que apontava a regularidade das atividades desenvolvidas pela empresa. O cenário, porém, voltou a ser analisado diante de novas reclamações.

Segundo o MPGO, denúncias recebidas ao longo de 2026 indicaram que os episódios de odor intenso continuavam ocorrendo. Moradores também relataram impactos provocados pelo problema na região.

Diante da persistência das queixas, a Promotoria decidiu dar continuidade ao Inquérito Civil.

Uma das medidas adotadas pelo Ministério Público foi solicitar à Secretaria Municipal de Me o Ambiente (Semma) novas fiscalizações na Nutriforte. O MPGO pediu que as inspeções não ficassem restritas ao horário comercial. A orientação incluiu vistorias noturnas e sem prévio agendamento.

A estratégia busca verificar as condições reais de funcionamento do empreendimento e dos sistemas utilizados para controlar emissões atmosféricas e odores.

A investigação também recebeu suporte da Coordenação de Apoio Técnico Pericial (Catep) do MPGO. O setor presta assessoramento especializado aos promotores e forneceu subsídios técnicos tanto para o andamento do Inquérito Civil quanto para a fiscalização ambiental.

MPGO prepara Ação Civil Pública

O caso agora entrou em uma nova etapa. Segundo o Ministério Público, o prazo concedido para apresentação dos resultados das fiscalizações solicitadas transcorreu e, diante dos elementos já reunidos e da continuidade das reclamações dos moradores, a 2ª Promotoria de Justiça analisa o material para definir as medidas judiciais.

O MPGO informou que está elaborando uma Ação Civil Pública relacionada ao caso. A ação deverá buscar providências judiciais voltadas à proteção ambiental e da população que possa estar sendo afetada pelas atividades investigadas.

Moradores foram às ruas

O avanço da investigação ocorre em meio à insatisfação de moradores de Santo Antônio do Descoberto. A população realizou uma manifestação em frente à Nutriforte para cobrar uma solução para o mau cheiro relatado na região.

Os manifestantes pedem maior fiscalização, transparência sobre as providências adotadas e respostas sobre a origem do odor.

A reportagem procurou a Nutriforte novamente para que a empresa possa se manifestar sobre as denúncias, as fiscalizações e a informação de que o MPGO prepara uma Ação Civil Pública, mas o funcionário não respondeu aos questionamentos e disse que repassar a demanda ao setor responsável.

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